Com formatos, objetivos e públicos distintos, os dois exames mais conhecidos do mundo não competem entre si

Engana-se quem acredita que toda certificação de inglês é igual. No imaginário popular, as siglas TOEIC e TOEFL podem aparecer como sinônimos de dificuldade, pressão e até eliminação imediata, quando, na prática, são instrumentos diferentes, criados para públicos distintos e com finalidades opostas.
Enquanto um mede a capacidade de se comunicar no ambiente de trabalho, o outro avalia o domínio do idioma para fins acadêmicos. Confundir os dois (e temê-los igualmente) pode levar profissionais e estudantes a renunciarem a certificações que podem transformar suas trajetórias.
O Test of English as a Foreign Language, conhecido pela sigla TOEFL, desenvolvido pela Educational Testing Service (ETS), é projetado para avaliar a proficiência em inglês acadêmico. Exigido por universidades ao redor do mundo, como nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália, o exame contempla quatro habilidades: leitura, escrita, audição e fala, com duração de cerca de duas horas. É voltado, principalmente, para quem busca ingressar em programas de graduação, pós-graduação ou intercâmbio acadêmico no exterior.
Já o Test of English for International Communication, conhecido como TOEIC, também desenvolvido pela ETS, tem um recorte diferente: mede a habilidade de usar o inglês em situações cotidianas do ambiente profissional como reuniões, envio de e-mails, negociações, relatórios e até o atendimento ao cliente. O teste é utilizado em mais de 180 países por cerca de 14 mil organizações e realizado por mais de oito milhões de pessoas por ano ao redor do mundo.
Um ponto importante a ser ressaltado é que o exame não reprova. Ele posiciona o candidato em uma escala de proficiência, do nível básico ao avançado, sem eliminação. Esse formato torna o TOEIC especialmente acessível para quem está ingressando no mercado de trabalho ou buscando reconhecimento de competências em contextos corporativos.
Segundo o EF English Proficiency Index 2025, o Brasil avançou seis posições e alcançou o 75º lugar no ranking global de proficiência em inglês, registrando uma evolução de 16 pontos em relação à edição anterior. O avanço é expressivo, mas o país ainda se mantém na faixa de proficiência baixa e abaixo da média global, o que reforça a urgência de iniciativas que aproximem estudantes e profissionais de certificações internacionais reconhecidas pelo mercado.
“O maior adversário do candidato não é o exame, mas a narrativa que ele pode acabar construindo sobre o exame antes mesmo de se inscrever”, afirma Monica Pasello, CEO da TOEIC Brasil. “Quando as pessoas entendem que o TOEIC, por exemplo, não tem uma nota de corte eliminatória, mas sim um mapa de onde estão e para onde podem ir, a relação com o teste muda completamente”.
As principais diferenças de destaque entre os testes são:
- Objetivo:
- TOEFL → ingresso acadêmico internacional;
- TOEIC → reconhecimento profissional e corporativo.
- Habilidades avaliadas:
- TOEFL → leitura, escrita, fala e audição;
- TOEIC → leitura, escrita, fala e audição.
- Resultado:
- TOEFL → pontuação com notas mínimas exigidas por instituições;
- TOEIC → escala de proficiência sem reprovação (A1 a C1).
- Duração média:
- TOEFL → aproximadamente 2 horas;
- TOEIC → de 15 minutos até 3h30 aproximadamente, a depender do tipo de produto/objetivo;
- TOEIC Link → cerca de 90 minutos.
- Público principal:
- TOEFL → estudantes com foco acadêmico;
- TOEIC → profissionais, recém-formados e estudantes técnicos e tecnólogos.
- Validade do certificado:
- Ambos têm validade de 2 anos.
Como escolher o exame que mais faz sentido?
A escolha deve ser orientada por objetivos concretos, não por grau de dificuldade percebida, segundo a CEO da TOEIC. Para quem está concluindo um curso técnico ou tecnológico e quer se destacar no mercado de trabalho brasileiro, ou buscar oportunidades em empresas com atuação internacional, o TOEIC representa um caminho mais direto e alinhado às exigências do recrutamento corporativo. Já para quem planeja um mestrado ou doutorado no exterior, o TOEFL é o caminho natural.
Monica complementa indicando que em ambos os casos, o candidato deve iniciar o processo pelo diagnóstico, e não pela inscrição na prova mais conhecida. “Plataformas de preparação, simulados oficiais e testes de nivelamento gratuitos estão disponíveis nos portais da ETS e de suas representantes no Brasil, permitindo que cada pessoa compreenda seu ponto de partida antes de definir qual certificação perseguir”, finaliza.
Saiba mais sobre o TOEIC em www.toeic.com.br.


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